Terça-feira, 14.06.11

Vai andando...

 

Vai andando meu amor

Prometo que vou a seguir,

Sempre atrás,

Pisando as pegadas

Seguindo os trilhos que descobres.

Depois de desbravares caminho,

Depois de inventares roteiros

e estradas.

Vai andando meu amor,

Começa tu a aventura,

Prometo que vou logo a seguir

Depois de ti...

Sexta-feira, 15.10.10

Âncoras

 

Há dias em que sentimos um aperto no peito e não sabemos porquê.

Depois há aqueles em que só nos apetece chorar e não sabemos porquê-

Outros em que parece que todos estão de mal connosco, que nos respondem mal, tratam mal e descarregam as frustrações em nós, e não sabemos porquê.

E outros ainda em que sentimos muito a falta duma pessoa.

Tentem agora juntar os três num só dia e digam-me se é fácil chegar ao fim sem verter uma lágrima, sem se sentirem nostálgicos, com mau feitio, tipo homens/mulheres das cavernas sem querer ver o mundo ou as pessoas que nele existem. Pois hoje foi esse dia. E teria sido mais fácil se pelo menos aquela pessoa lá estivesse, porque o seu sorriso contagia, a sua energia contagia, até as suas lágrimas são contagiantes. Como uma âncora impede-me de ir ao fundo, de me afundar, de me afogar, de me deixar cair. Hoje especialmente senti a tua falta e das coisas bonitas que fizemos juntas.

Quinta-feira, 09.09.10

Au revoir

 

 

Chegou a altura de dizer "adeus".

A tua ida significa o final do Verão, do sol, dos acampamentos e dos festivais. O mar fica ali à minha espera, até para o ano. Os castelos de areia desmoronam-se entretanto, embalados nas ondas, irão regressar certamente. Arrumo na mochila a toalha, os óculos de sol e os cheiros dos lugares onde estivemos. Terá sido, talvez, o último Verão passado em grande.

Agora vais, mas depois voltas. Tal como o Verão, o sol, os acampamentos e os festivais.

Au revoir mon amour. Au revoir...

Segunda-feira, 14.06.10

Porras de uma vida

 

Os 20 já chegaram há algum tempo e, sim, sinto-me diferente.
Já não me sinto tanto uma menina grande que reclama com a vida e que nunca está satisfeita com nada. Já não venho para aqui contar como foi ontem, anteontem e como espero que o dia corra amanhã. A minha vida mudou, agora vejo tudo de maneira diferente. Vejo o passado de maneira diferente, tal como vejo o futuro. Vejo o curso, a faculdade, as amizades, os fins de semana e o mundo de maneira diferente. Agora tenho certezas de umas coisas e tremo de inseguranças por outras. Parece que afinal, já não existem facilitismos, já não nos podemos encostar àquela coluna fantástica do terraço da faculdade a fumar cigarros e a ter momentos de total diarreia cerebral. Agora já não podemos deixar as coisas para fazer no dia seguinte porque, agora, ficamos até às 03.00 da manhã a fazer trabalhos e a estudar para testes, quando podíamos ter feito os trabalhos antes e assim tínhamos tempo para estudar para os ditos testes. E se passássemos nos testes, tínhamos tempo para sair, ou para estar na ronha até às 14.00 a fazer zapping na televisão.
Agora, assumo que cometi um dos maiores erros de sempre. E estou a viver com isso.
Irritada. Possessa. Deprimida.
E invejosa, invejosa dele que está no Sul, que passou 45 minutos comigo da última vez, e que foi para festivais e beber copos nos bares das praias do Alentejo. Amuada por estar-se nas tintas. E acima de tudo chateada comigo por ser infantil e birrenta.
Há dias em que me enervo. Esses dias são óptimos para pôr a escrita em dia.

 

Anne Marie

C'est l'histoire de ma vie, racontée dans des mots qui sont le sommeil en vrac

É a história da minha vida, contada em palavras que fazem adormecer

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