Quinta-feira, 30.09.10

Ritmo

E, de repente o ritmo acelerou violentamente. Palpitações, suores, flash back e flash foward, tudo ao mesmo tempo invadiu a minha cabeça de abóbora que não conseguia assimilar tanta coisa. Lembro-me disto e daquilo, do tempo a voar e da música a entrar de rompante pelos meus ouvidos, formar uma bola na minha cabeça e, de repente sentir o corpo arrepiado e as notas musicais passarem-me diante dos olhos. Saltava e gritava, explodia de emoção e adrenalina sem sequer sentir qualquer tipo de dor nos pés ou nos braços que se mantinham erguidos no ar durante tempos e tempos. Apenas sentia que elevava os pés do chão e percorria aquele espaço com a multidão de gente que se aglomerava, mas a um ritmo completamente alucinante.
Tal como o sonho (real ou não), a vida tornou-se assim. Sem tempo e com um ritmo avassalador.

Quarta-feira, 07.07.10

As esperanças desiludem

 

Modo off.
Desligo do mundo, parto para outra, sigo as minhas vontades e vivo ao sabor do vento. Não me importa se é tarde ou se é cedo, não me importa o que fazer amanhã, porque ainda tenho algumas horas do dia de hoje.
Desligo do mundo, parto para outra, não quero saber de escola, de pessoas, de stress e confusões. Não me importa que o autocarro esteja atrasado e que o teste esteja à porta.
Desligo do mundo, parto para outra, acabaram-se os trabalhos e os testes. Não me importa mais nada, só o sol, o mar, e aquelas pessoas que tiveram de ficar um pouco mais ausentes nas alturas críticas em que me enfiava em casa e estudar.
Desligo do mundo, parto para outra, porque as cadeiras estão todas feitas e só falta saber uma nota. Não me importa que seja só uma porque tenho esperanças, a esperança é forte de que as férias já chegaram.
Desligo do mundo, volto atrás. As esperanças desiludem-nos e a nota vem para nos estragar os planos.
Quando a motivação é pouca, a vontade inexistente, a cabeça já não trabalha, o corpo não reage, o que fazer?

 

Quinta-feira, 20.05.10

Um post sem título

 

Voltar a escrever?
Ando destreinada, parece-me. Escrevo e apago, apago e escrevo vezes sem conta. As palavras amontoam-se sem significado, tal como aquilo que quero dizer não tem sentido nenhum. Não me sinto capaz de voltar a "inventar" uma vida interessante para mim. Não faço uso das coisas que me acontecem, não vou voltar a escrever sobre o dia-a-dia de uma rapariga qualquer. Estou a notar mudanças, em mim, nos outros, em tudo à minha volta. Estou a aprender a lidar com essas mudanças. A pouco e pouco vai tudo ficando claro, algumas portas abrem-se, outras fecham-se bem à chave, e outras deixamos entreabertas para o que virá aí. Descobri e conheci pessoas que julgo que ficarão na memória, se não ficarem para a vida. Outras deixei de ver, deixei de falar, deixaram de se dar. A minha vida está a sofrer alterações, os 20 anos estão quase quase a chegar, as mentalidades são outras, a carta está quase feita, o namoro...à distância. Suporta-se, vive-se, sobrevive-se.
Sexta-feira, 02.04.10

Tempo #1

 

 

"Há tempo para tudo", dizem.
Tempo para rir, para chorar, para sair, para estudar, estar com os amigos, namorar, estar sozinha, viajar. Dizem que há tempo para viver a vida mas eu acho que a vida não nos dá tempo suficiente para a viver. Para mim o tempo passa num instante! O tempo de andar na creche, o tempo em que jogava à bola na rua, o tempo em que andava na escola primária, o tempo em que fiz novos amigos na nova escola, o tempo em que andava toda a gente da mesma maneira...Esse tempo quase não o vi. E agora que tenho o tempo contado para tudo, ainda mais difícil se torna!

O tempo passou. É tempo de... fazer uma pausa.


Anne Marie

C'est l'histoire de ma vie, racontée dans des mots qui sont le sommeil en vrac

É a história da minha vida, contada em palavras que fazem adormecer

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