Quinta-feira, 09.09.10

Au revoir

 

 

Chegou a altura de dizer "adeus".

A tua ida significa o final do Verão, do sol, dos acampamentos e dos festivais. O mar fica ali à minha espera, até para o ano. Os castelos de areia desmoronam-se entretanto, embalados nas ondas, irão regressar certamente. Arrumo na mochila a toalha, os óculos de sol e os cheiros dos lugares onde estivemos. Terá sido, talvez, o último Verão passado em grande.

Agora vais, mas depois voltas. Tal como o Verão, o sol, os acampamentos e os festivais.

Au revoir mon amour. Au revoir...

Domingo, 18.04.10
Domingo, 11.04.10

O espaço num tempo

Por mais que queiramos o tal espaço, é inevitável invadirmos o mundo um do outro. Abrimos bruscamente a porta e entramos de rompante, sem pedir permissão, como se nada se passasse e nada tivesse acontecido. Como se nos conhecêssemos ao tempo a que nos conhecemos, como se tudo fosse igual, como se fôssemos iguais.

O tempo era imprescindível. E o espaço do tempo... Esse não é fundamental?
Então porquê? Para quê?

Deveria existir espaço, deveria existir silêncio e deveria existir vazio.

Mas o espaço ainda não existe, o silêncio é sempre interrompido, e o vazio é preenchido de vez em quando.

O suposto era sofrer, passar por tudo isso. E tudo isso existiu apenas durante umas míseras 24 horas.

Depois, confundo-me com o espaço que me pediu. Confunde-me com trocas de palavras fundamentais ao rumo das nossas vidas. O tempo e o espaço são fulcrais, imprescindíveis, extremamente necessários. Então porque não existem? Quem deve tomar iniciativa? Quem consegue tomar a iniciativa?


Domingo, 07.03.10

Momentos

 

 

Dizem eles que a vida é feita de pequenos momentos que devem ser vividos e aproveitados ao máximo. Momentos que se vivem tão intensamente que ficam eternamente gravados nas nossas memórias, nas nossas emoções, nas nossas histórias... Momentos que se pintam, floreiam, revistam, revivem. 

Eu digo que há momentos...

...em que acordo e penso que o amor que nos une é mais forte que qualquer coisa no mundo, mesmo que essa coisa seja considerada a mais forte do mundo!
...em que a vida me faz sentir como se tu e eu tivéssemos sido feitos um para o outro e que estávamos destinados a ficar juntos desde o momento em que nascemos.
...em que tu vens cá e eu vou aí, e que são considerados "os melhores" até à data em que os vivemos.

...em que me agarras a mão e eu tenho a certeza que nunca vais sair dali.
...em que eu te agarro a mão e sei que não vou a mais lado nenhum.
...em que te amo mais do que a minha própria vida.
...em que sinto tanto a tua falta que choro desalmadamente.

E depois há momentos...
...em que penso nas coisas de outra forma, e parece que o nosso amor afinal está a fraquejar.
...em que a vida me coloca em cima da mesa outras opções "e se", "e se", "e se".
...em que tu vens cá e eu vou aí, e apenas acontece sempre o mesmo.
...em que não me agarras a mão só porque te apetece, mas porque eu a procurei.
...em que eu não te dou a mão porque tu não me procuras e apetece-me fugir.
...em que sinto que tu não sentes a minha falta e choro desalmadamente.


Afinal, o que são momentos em três anos de namoro aos 19 anos e sem ter conhecido outra coisa para além disto?

Image: deviantart

Anne Marie

C'est l'histoire de ma vie, racontée dans des mots qui sont le sommeil en vrac

É a história da minha vida, contada em palavras que fazem adormecer

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