Quinta-feira, 09.09.10

Au revoir

 

 

Chegou a altura de dizer "adeus".

A tua ida significa o final do Verão, do sol, dos acampamentos e dos festivais. O mar fica ali à minha espera, até para o ano. Os castelos de areia desmoronam-se entretanto, embalados nas ondas, irão regressar certamente. Arrumo na mochila a toalha, os óculos de sol e os cheiros dos lugares onde estivemos. Terá sido, talvez, o último Verão passado em grande.

Agora vais, mas depois voltas. Tal como o Verão, o sol, os acampamentos e os festivais.

Au revoir mon amour. Au revoir...

Quarta-feira, 14.07.10

Sobre o sol, boa disposição

Sobre o sol?
É ele que me põe um sorriso na cara, me faz sair com quem me quer bem, me leva a tomar cafés em esplanadas ao fim da tarde e me leva a sair para ir até um bar na praia à noite. É ele que faz com que nada me aborreça, nada me aqueça ou arrefeça. É ele que me faz ir para a rua de calções e sandálias, e beber um frappuccino do starbucks às 16h. É ele que me faz andar ao sabor da brisa marítima e mergulhar na onda que se aproxima. É ele que me faz agarrar na mochila e ir passar um fim-de-semana à Ilha com pessoas que nos fazem rir o tempo todo.
É o sol que traz os festivais, as cores, a música e a água fria depois de um dia de praia. Estou completamente rendida aos sabores que a vida me tem proporcionado, aos sorrisos e à boa disposição. Ando feliz e isso nota-se. Até numa esplanada onde o empregado nos flirta e os dois senhores da mesa ao lado nos pagam uns copos. Estou absolutamente radiante, descalça, sobre o sol.

Domingo, 21.03.10

Coimbra

Voltei ontem mas só hoje é que estive realmente capaz de escrever sobre o assunto. As monumentais deram cabo de toda a gente, a chuva tornou a indumentária fria e desagradável, o traçadinho aqueceu as gargantas mas na sexta feira a voz quase desapareceu. Valeu-nos o chá de cebola que o guia nos fez com grande carinho. Coimbra encanta quem por lá passa com as suas subidas e descidas, com o espírito académico e as repúblicas anti-praxe, com a praça 8 de Maio e as serenatas, com o Jardim da Sereia e os cânticos vindos das vozes roucas, a praça da República e as praxes. Mas o memorável foi o Teatro Académico Gil Vicente e quem lá passou. As borboletas na barriga de quem ainda tem aquele bichinho do palco, a cortina abrir e não ver ninguém, apenas ouvir os aplausos e os gritos de quem percorreu um longo caminho para nos ir ver. Os flashes das máquinas fotográficas, as trocas de olhares, a música a sair dos instrumentos e as palavras das nossas bocas.

Ir a um festival de tunas em Coimbra é algo que não se esquece, os momentos...esses são demasiados preciosos e valiosos para que possam ser descritos. Aliás, não há descrição possível...!

 

Terça-feira, 16.03.10

Somente para fazer uma pausa na nossa música

Desaparecida, eu sei.
Os ensaios começaram Segunda, prolongaram-se para Terça e devem ficar em stanby só depois de Quarta. Tocar com eles não se consegue descrever. A amizade, a música, a cumplicidade, os olhares e os sorrisos trocados em palco, a transmissão de pensamentos de uns para os outros durante as músicas. Preparados, ou não, para 3 ou 4 dias sem parar. Cantar até que as vozes nos doam. Sorrir até que as ficar com dores nas bochechas. Abraços, apertos de mão. Reconhecimentos pelo esforço. Agradecimentos de todos, para todos.

Cantar e encantar Coimbra durante dois dias.

E depois quem sabe mais dois em Viseu.

Isto para dizer que espero estar viva quando voltar a casa, porque "Quanto mais bebo melhor canto."

 

Anne Marie

C'est l'histoire de ma vie, racontée dans des mots qui sont le sommeil en vrac

É a história da minha vida, contada em palavras que fazem adormecer

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