Sábado, 20.11.10

Tarde demais

 

 

Para mim?

Para ti?

Para nós?

Ou será que nunca é tarde demais?


 

anne marie às 23:11 | link do post | coment. | messages (2)
Sexta-feira, 15.10.10

Âncoras

 

Há dias em que sentimos um aperto no peito e não sabemos porquê.

Depois há aqueles em que só nos apetece chorar e não sabemos porquê-

Outros em que parece que todos estão de mal connosco, que nos respondem mal, tratam mal e descarregam as frustrações em nós, e não sabemos porquê.

E outros ainda em que sentimos muito a falta duma pessoa.

Tentem agora juntar os três num só dia e digam-me se é fácil chegar ao fim sem verter uma lágrima, sem se sentirem nostálgicos, com mau feitio, tipo homens/mulheres das cavernas sem querer ver o mundo ou as pessoas que nele existem. Pois hoje foi esse dia. E teria sido mais fácil se pelo menos aquela pessoa lá estivesse, porque o seu sorriso contagia, a sua energia contagia, até as suas lágrimas são contagiantes. Como uma âncora impede-me de ir ao fundo, de me afundar, de me afogar, de me deixar cair. Hoje especialmente senti a tua falta e das coisas bonitas que fizemos juntas.

Quinta-feira, 30.09.10

Ritmo

E, de repente o ritmo acelerou violentamente. Palpitações, suores, flash back e flash foward, tudo ao mesmo tempo invadiu a minha cabeça de abóbora que não conseguia assimilar tanta coisa. Lembro-me disto e daquilo, do tempo a voar e da música a entrar de rompante pelos meus ouvidos, formar uma bola na minha cabeça e, de repente sentir o corpo arrepiado e as notas musicais passarem-me diante dos olhos. Saltava e gritava, explodia de emoção e adrenalina sem sequer sentir qualquer tipo de dor nos pés ou nos braços que se mantinham erguidos no ar durante tempos e tempos. Apenas sentia que elevava os pés do chão e percorria aquele espaço com a multidão de gente que se aglomerava, mas a um ritmo completamente alucinante.
Tal como o sonho (real ou não), a vida tornou-se assim. Sem tempo e com um ritmo avassalador.

Quinta-feira, 09.09.10

Au revoir

 

 

Chegou a altura de dizer "adeus".

A tua ida significa o final do Verão, do sol, dos acampamentos e dos festivais. O mar fica ali à minha espera, até para o ano. Os castelos de areia desmoronam-se entretanto, embalados nas ondas, irão regressar certamente. Arrumo na mochila a toalha, os óculos de sol e os cheiros dos lugares onde estivemos. Terá sido, talvez, o último Verão passado em grande.

Agora vais, mas depois voltas. Tal como o Verão, o sol, os acampamentos e os festivais.

Au revoir mon amour. Au revoir...

Anne Marie

C'est l'histoire de ma vie, racontée dans des mots qui sont le sommeil en vrac

É a história da minha vida, contada em palavras que fazem adormecer

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