Sexta-feira, 02.04.10

Tempo #1

 

 

"Há tempo para tudo", dizem.
Tempo para rir, para chorar, para sair, para estudar, estar com os amigos, namorar, estar sozinha, viajar. Dizem que há tempo para viver a vida mas eu acho que a vida não nos dá tempo suficiente para a viver. Para mim o tempo passa num instante! O tempo de andar na creche, o tempo em que jogava à bola na rua, o tempo em que andava na escola primária, o tempo em que fiz novos amigos na nova escola, o tempo em que andava toda a gente da mesma maneira...Esse tempo quase não o vi. E agora que tenho o tempo contado para tudo, ainda mais difícil se torna!

O tempo passou. É tempo de... fazer uma pausa.


Domingo, 21.03.10

Coimbra

Voltei ontem mas só hoje é que estive realmente capaz de escrever sobre o assunto. As monumentais deram cabo de toda a gente, a chuva tornou a indumentária fria e desagradável, o traçadinho aqueceu as gargantas mas na sexta feira a voz quase desapareceu. Valeu-nos o chá de cebola que o guia nos fez com grande carinho. Coimbra encanta quem por lá passa com as suas subidas e descidas, com o espírito académico e as repúblicas anti-praxe, com a praça 8 de Maio e as serenatas, com o Jardim da Sereia e os cânticos vindos das vozes roucas, a praça da República e as praxes. Mas o memorável foi o Teatro Académico Gil Vicente e quem lá passou. As borboletas na barriga de quem ainda tem aquele bichinho do palco, a cortina abrir e não ver ninguém, apenas ouvir os aplausos e os gritos de quem percorreu um longo caminho para nos ir ver. Os flashes das máquinas fotográficas, as trocas de olhares, a música a sair dos instrumentos e as palavras das nossas bocas.

Ir a um festival de tunas em Coimbra é algo que não se esquece, os momentos...esses são demasiados preciosos e valiosos para que possam ser descritos. Aliás, não há descrição possível...!

 

Sábado, 13.03.10

#Un

 

Às vezes penso:

Como seria tomar café com um completo estranho e fumar uns cigarros entre dois dedos de conversa?

 

Domingo, 07.03.10

Momentos

 

 

Dizem eles que a vida é feita de pequenos momentos que devem ser vividos e aproveitados ao máximo. Momentos que se vivem tão intensamente que ficam eternamente gravados nas nossas memórias, nas nossas emoções, nas nossas histórias... Momentos que se pintam, floreiam, revistam, revivem. 

Eu digo que há momentos...

...em que acordo e penso que o amor que nos une é mais forte que qualquer coisa no mundo, mesmo que essa coisa seja considerada a mais forte do mundo!
...em que a vida me faz sentir como se tu e eu tivéssemos sido feitos um para o outro e que estávamos destinados a ficar juntos desde o momento em que nascemos.
...em que tu vens cá e eu vou aí, e que são considerados "os melhores" até à data em que os vivemos.

...em que me agarras a mão e eu tenho a certeza que nunca vais sair dali.
...em que eu te agarro a mão e sei que não vou a mais lado nenhum.
...em que te amo mais do que a minha própria vida.
...em que sinto tanto a tua falta que choro desalmadamente.

E depois há momentos...
...em que penso nas coisas de outra forma, e parece que o nosso amor afinal está a fraquejar.
...em que a vida me coloca em cima da mesa outras opções "e se", "e se", "e se".
...em que tu vens cá e eu vou aí, e apenas acontece sempre o mesmo.
...em que não me agarras a mão só porque te apetece, mas porque eu a procurei.
...em que eu não te dou a mão porque tu não me procuras e apetece-me fugir.
...em que sinto que tu não sentes a minha falta e choro desalmadamente.


Afinal, o que são momentos em três anos de namoro aos 19 anos e sem ter conhecido outra coisa para além disto?

Image: deviantart

Anne Marie

C'est l'histoire de ma vie, racontée dans des mots qui sont le sommeil en vrac

É a história da minha vida, contada em palavras que fazem adormecer

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