Coimbra

Voltei ontem mas só hoje é que estive realmente capaz de escrever sobre o assunto. As monumentais deram cabo de toda a gente, a chuva tornou a indumentária fria e desagradável, o traçadinho aqueceu as gargantas mas na sexta feira a voz quase desapareceu. Valeu-nos o chá de cebola que o guia nos fez com grande carinho. Coimbra encanta quem por lá passa com as suas subidas e descidas, com o espírito académico e as repúblicas anti-praxe, com a praça 8 de Maio e as serenatas, com o Jardim da Sereia e os cânticos vindos das vozes roucas, a praça da República e as praxes. Mas o memorável foi o Teatro Académico Gil Vicente e quem lá passou. As borboletas na barriga de quem ainda tem aquele bichinho do palco, a cortina abrir e não ver ninguém, apenas ouvir os aplausos e os gritos de quem percorreu um longo caminho para nos ir ver. Os flashes das máquinas fotográficas, as trocas de olhares, a música a sair dos instrumentos e as palavras das nossas bocas.

Ir a um festival de tunas em Coimbra é algo que não se esquece, os momentos...esses são demasiados preciosos e valiosos para que possam ser descritos. Aliás, não há descrição possível...!